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'Os Irmãos João Carlos MACIEL de Almeida da Loja Duque de Caxias - 441 e Raul José de Abreu STURARI da Loja Duque de Caxias - 2589, apresentaram em épocas distintas, trabalhos homenageando o Duque de Caxias. O primeiro do Ir.·. Maciel apresentado em 1998 e o do Ir.·. Sturari em agosto de 2002, na irretocável homenagem a este ilustre brasileiro, realizada no Palácio do Lavradio, diante de figuras representativas da Maçonaria Brasileira, das Forças Armadas, dos Governos Federal, Estadual e Municipal.
Um resumo da pesquisa desses talentosos irmãos, aqui está reunido, sendo observado na medida do possível os seus próprios textos.
"Pesquisar a vida maçônica de Luiz Alves de Lima e Silva é uma tarefa difícil. A maior parte dos documentos e atas de sua época desapareceram, por motivos os mais diversos. Além disso, não havia publicações maçônicas oficiais, que pudéssemos consultar, como hoje. Sabemos, com certeza, lendo os poucos documentos que chegaram aos nossos dias, que:
Não consta que o genitor de Caxias tenha sido maçom. Não se encontrou documento nenhum a respeito. Já um tio dele, José Joaquim de Lima e Silva, o Visconde de Magé, foi maçom muito ativo. Também não se sabe exatamente quando e em que Loja Luiz Alves teria sido iniciado. Supõe-se que tenha sido em 1841 ou 1842, na Loja São Pedro de Alcântara, no Rio de Janeiro. Em 1846 ele já possuía o grau 33, do Rito Escocês."
A Loja a que pertencia Luiz Alves estava sob jurisdição do Supremo Conselho Brasileiro, fundado em 1829 por Montezuma (futuro Visconde de Jequitinhonha), então a única Potência Filosófica legítima no Brasil.
O Supremo Conselho "Montezuma" se ligara ao Grande Oriente Brasileiro "do Passeio", mas, em 1847, fundou seu próprio Grande Oriente, convidando o então Conde de Caxias para ser o Grão-Mestre da nova Potência, que ficou conhecida como Grande Oriente Brasileiro "de Caxias", para distingui-la do Grande Oriente "do Passeio".
Em 1847, Caxias pertencia aos quadros da Loja União Escoceza, do Rio de Janeiro.
Caxias, então residindo no bairro da Glória, na Rua do Catete, nº 2, permaneceu no Rio de Janeiro de 1845 a 1851, podendo, nesse período, se dedicar às lides maçônicas. Em 1849, começou a estudar a possibilidade de fundir seu grêmio com o Supremo Conselho de Grande Oriente do Brasil, "do Lavradio", fusão que se concretizaria em meados de 1854.
Várias Lojas foram fundadas no Grande Oriente de Caxias. Entre elas, no dia 5 de janeiro de 1852, era fundada em Santos, com Carta Constitutiva assinada por Caxias, a Loja Fraternidade, a mais antiga Loja Maçônica santista em atividade.
Em uma relação dos Membros Efetivos do Supremo Conselho do Brasil, desde sua instalação até 1882, publicada pelo Grande Oriente do Brasil, em 1896, o nome do então Marquês de Caxias aparece sob o nº 35, em 1854. Antes, já recebera o título de Grão-Mestre Honorário do Grande Oriente do Brasil.
Em 1869, quando já era Duque, Caxias recebeu a incumbência de ser o representante do Supremo Conselho da Inglaterra junto ao Grande Oriente do Brasil, tendo se mantido nesse cargo até seu falecimento, em 1880.
Quando da chamada "Questão Religiosa", Caxias foi chamado por D. Pedro II, em 1875, para assumir o Ministério da Guerra e para organizar o novo Conselho de Ministros. Segundo Afonso de Carvalho, que escreveu uma biografia de Caxias, este aceitara o cargo com a condição de se conceder a anistia aos bispos já condenados, o que o Imperador, a contragosto, aceitou.
A retribuição do clero a esse gesto de Caxias veio com a sua expulsão da Irmandade da Cruz dos Militares, do Rio de Janeiro, sob a alegação de que era maçom.
Por ironia, na Igreja da Irmandade da Cruz dos Militares é que foi realizada a vigília cívica da eça armada do dia 24 ao dia 30 de agosto de 1949, quando do translado dos restos mortais de Caxias para o Panteão Militar.
Em 28 de março de 1972, no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, foi inaugurado um Museu dedicado ao Patrono do nosso Exército. O jornal "O Globo", edição do dia seguinte, noticiava o fato, acrescentando que "lá se encontravam até armas com símbolos maçônicos". Podemos supor que as "armas com símbolos maçônicos" fossem as espadas usadas em Sessões Ritualísticas de Lojas".
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